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Especial mês da mulher, muitos lançamentos literários, uma surpresa.
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Sonhos, Imaginação & Fantasia - Edição #5 - 03.2017

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Para quem estava esperando receber ontem, peço desculpas: estava preparando a surpresa, e acabei levando mais tempo do que esperava para fazer algumas coisas.
 
Como algumas pessoas acabaram assinando entre sexta e ontem, vou deixar de novo os links para o download do e-book Viagem na maionese, exclusivo para assinantes. Se preferir ler online, pode acompanhar no Wattpad (mas lá os microcontos ainda estão em processo de postagem). Os formatos disponíveis são .mobi e .epub, e o download é gratuito.
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COMO SURGIU RAMADDESHIA — A PROTAGONISTA DE DIVINDADE ARTIFICIAL


Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher — e março é, muitas vezes, celebrado como o mês da mulher na internet. Muitos blogs e sites acabam fazendo seus especiais, e, como escritora, leitora e blogueira, decidi também fazer o meu. Não que mulheres mereçam respeito só em um dia ou em um mês do ano, mas eu acho interessante ter uma data para celebrar e até informar, se for necessário.
 
Por isso, o texto dessa edição não é sobre dicas de escrita ou produtividade nem nada que te faça refletir sobre o processo de escrita de uma história. É um texto mais pessoal — a minha história com aquela que é minha personagem favorita dentre todos os personagens que eu criei.
 
Minha história com Ramaddeshia começou lá em 2007 ou 2008 (não lembro a data exata). Eu tinha uns 13 ou 14 anos, e não frequentava a internet como eu frequento hoje (na verdade, só usava o msn e de vez em quando o Google, mas só para pesquisas de escola). Meus professores eram os livros que eu costumava ler: Harry Potter, Deltora Quest, Desventuras em Série, Fronteiras do Universo, entre outros. Não estudava a escrita de maneira formal, então não tinha muitos critérios na hora de escrever (não que eu acredite que a ficção não ajuda escritores; pelo contrário: ir atrás de exemplos é muito importante).
 
Criei Ramaddeshia para o terceiro “livro” que eu escrevi na vida (entre aspas, porque esse livro e os dois anteriores não estão prontos até hoje). Esse livro se chamava Os Três Pingentes, e antes era um stand alone, tendo em comum com os anteriores apenas as protagonistas — Sophia e suas quatro amigas. Depois de terminar esse livro, decidi que essas três histórias e as que estavam para ser escritas deviam ser uma série, que se chamaria A Batalha das Fraternidades (hoje em dia, essa série se chama A Deusa de Cristal; você já deve ter ouvido falar dela se acompanha o SI&F).
 
Mas, de volta à parte em que Os Três Pingentes era um stand alone: Ramaddeshia seria apenas uma coadjuvante, a pessoa que ajudaria Sophia a salvar sua mãe de uma doença misteriosa — uma doença causada por magia. No final do livro ela iria morrer (pelo que me lembre, por acaso, pelas mãos da pessoa que estava perseguindo a mãe de Sophia e a própria Sophia; em resumo, por uma bala perdida). Mas, antes mesmo de chegar à metade do livro, mudei de ideia. Inclusive lembro de ter discutido isso com a minha gata (???), Sophie (falecida em 2012), cuja personalidade foi a inspiração para Sophia (pode me julgar, hahaha).
 
Bem, o motivo de eu ter mudado de ideia: me apeguei à personagem. Nada a ver com alguma necessidade da história ou alguma coisa assim, foi simplesmente porque me apeguei a ela. Como eu disse, não tinha muitos critérios para escrever. Hoje em dia, eu entendo por que eu gostava dela, e gostava de escrever sobre ela: dentre todos os personagens que eu tinha criado até então, era a mais complexa. Ela tinha um background, tinha motivações; era o que hoje chamamos de personagem cinza. Claro que não era nem de perto tão boa quanto os personagens que eu crio hoje, ou quanto os personagens de autores publicados. Mas sabe quando você percebe que andou fazendo as coisas do jeito certo sem nem conhecer as regras? Era o que eu fazia — tentava fazer — naquela época.
 
(Momento de pausa. Esses dias desenterrei no meu e-mail do outlook algumas mensagens que eu trocava com uma amiga na época do ensino médio. Por algum motivo, tinha decidido enviar um capítulo de Os Três Pingentes para vários amigos meus, e essa amiga me respondeu elogiando a escrita e as personagens, dizendo que eram personagens femininas fortes. Naquela época passou batido, porque eu não costumava frequentar a internet, pelo menos não atrás desse tipo de informação, mas revendo essas mensagens agora, é impossível não pensar no tanto que as pessoas falam hoje sobre o assunto. Não sei se o assunto já era discutido na época — os e-mails são de 2010, de acordo com o outlook — ou se o comentário foi motivado pelo fato de essa amiga não se ver nos personagens que protagonizavam os livros e filmes. Fim da pausa.)
 
Obviamente, Ramaddeshia (e também Sophia, Inesh e diversos outros personagens de A Deusa de Cristal) foi se tornando cada vez mais bem construída conforme eu escrevia e reescrevia todos esses livros. Até que, nesses últimos anos, passei a estudar como criar histórias de forma ativa e descobri meios de caracterizar personagens que não envolvessem anos e anos de escrita e reescrita. Inclusive descobri os personagens cinza e finalmente consegui entender como encaixar Ramaddeshia na história. Como passei muitos anos acreditando que ou um personagem era bom ou era mau, sempre ficava em dúvida de que caminho deveria dar para Ramaddeshia, se o da sociedade secreta do bem ou se o da sociedade secreta do mal (e, sim, eu amo histórias com sociedades secretas).
 
Quem é Ramaddeshia hoje?
 
Bem, vou confessar que ainda não terminei de delinear todos os aspectos de sua história e personalidade (como sempre, deixei para planejar Divindade Artificial em cima da hora para o NaNoWriMo e não finalizei as fichas). Mas eu sei que Ramaddeshia é a filha do rei de Matrixion, herdeira favorita para o trono. É também uma pessoa que não tem interesse algum nessas coisas de governar e dominar o mundo. O que ela gosta mesmo é de tecnologia — especialmente de computadores — e de como ela pode melhorar a nossa vida. Na verdade, ela é uma pessoa que ama seu trabalho, mas vive sob a constante ameaça de um dia não ter tempo de se dedicar a ele.
Ramaddeshia
Desenho de Ramaddeshia, feito a lápis. O plano inicial era pintar, mas fiquei com medo de estragar o traço.
Ela também tem uma relação difícil com o pai, e teve uma relação pior ainda com a mãe, que morreu quando ela era uma adolescente. Ama o irmão, é apegada à tia, mas há momentos em que sofre com as expectativas e pressões dessa tia. Por ter de lidar com a constante ameaça de não mais poder se dedicar ao trabalho que ama, ela acha que precisa se provar — provar que é boa o suficiente para realizá-lo, e provar também que esse trabalho é válido e importante. Justamente por esse motivo, ela também tem muito medo de falhar.
 
Ela também tem seu lado ruim. Para ela, os fins justificam os meios. Sacrificar alguns pelo bem de muitos é aceitável. Ela pode ir a extremos para defender seus valores — o que pode ser meio contraditório, já que esses valores condizem com o que chamamos de “bem”, mas eu gosto quando a melhor qualidade de um personagem pode se tornar o seu defeito. Ela também tem seus defeitos de pequena escala: fala o que vem à mente, doa a quem doer, age como se fosse um gênio incompreendido, tem preconceito com religião e pessoas religiosas, cria birra com algumas pessoas ao mesmo tempo em que com outras consegue ser compreensiva, entre outras coisas. Mas, acima de tudo isso, ela quer o bem (ela gosta de como a tecnologia pode melhorar as pessoas, por exemplo), o que acabou gerando um dilema para ela em Divindade Artificial (que eu não vou contar para não estragar a surpresa).
 
Por enquanto, essa é a minha história com Ramaddeshia. Pode ser que em breve eu tenha mais histórias para contar. Afinal, alguns aspectos da vida e da personalidade dela eu ainda não terminei de definir e pesquisar, como o psicológico dela (acredito que ela não poderia passar por tantos traumas e pressões sem algum prejuízo para a saúde mental) e sua sexualidade (um assunto de que, como escritora, eu provavelmente entendo bem menos do que deveria).
 
Eu espero que você tenha gostado da minha história com a minha personagem favorita. E vou finalizar esse texto com um convite: se é escritora (ou mesmo escritor), conte sua história com alguma personagem feminina sua! Pode publicar em algum canto na internet (só não esqueça de me mandar o link porque eu quero ler), pode ser em resposta a esse e-mail. E não precisa ser um texto tão longo quanto o meu, então não se intimide!

SURPRESA!


Eu comentei nas redes sociais que essa edição viria com uma surpresa, e aqui está ela! Você pode ler de graça o conto Minha ideia é boa demais para vir ao mundo, escrito especialmente para o mês da mulher.
 
Minha ideia é boa demais para não vir ao mundo
O conto é protagonizado por Ramaddeshia e conta a saga dela para conseguir um objeto mágico que lhe permitirá avançar em seus estudos sobre a construção da máquina de transição interdimensional.
 
Você pode fazer o download gratuito em .epub (eu pretendia mandar também o .mobi, mas subestimei o tempo que levaria para formatar o e-book; mas se você prefere esse formato, não se preocupe: semana que vem o conto estará disponível em .mobi e também online).
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O QUE EU VI PELA INTERNET


Cuidado! Clicando nos links, você corre grande risco de ficar pobre!
 

NOVIDADES PARA LEITORES


Conheça as séries do universo Malazan, por Intocados. Os Jardins da Lua já está em pré-venda.
 
Previsões de lançamentos para 2017, por Ficções Humanas:
Lançamento: 2ª era de Mistborn, por Omelete. Em português claro: a trilogia toda de uma vez. Já podemos surtar? Pena que dezembro ainda está longe.
 
E a editora Intrínseca anunciou o lançamento de Mitologia nórdica, de Neil Gaiman. O lançamento é dia 13 de março e o livro já está em pré-venda.
 
Apoie a Trasgo impressa - Ano 1 no Catarse!
 
Sussurros da Boca do Monte: mais um projeto legal para você apoiar no Catarse.
 
Apoie também Vampiro: um livro colaborativo, da Editora Empíreo, esse no Kickante. (Aliás, mandei um conto para essa antologia. O resultado sai dia 15/03. Torça por mim!)
 
E, se depois de tudo isso você ainda tem algum dinheiro, apoie o terceiro volume de Contos de Fadas, antologia com 12 contos de fadas em suas versões originais, da editora Wish. Se quiser ajudar o SI&F, você pode apoiar por meio dos links desse post.
 
Para descontrair: J. K. Rowling escreve sobre como os bruxos faziam cocô no universo de Harry Potter, por Garotas Geeks.
 

NOVIDADES PARA ESCRITORES


49 dicas para quem escreve profissionalmente, por Viver da Escrita.
 
66 caminhos para um futuro com mais diversidade, por Viver da Escrita.
 
Se você lê em inglês, vale a pena conferir esse texto, em que um fã destrincha todas as pistas que J. K. Rowling escondeu ao longo dos sete livros — tanto pistas que dizem respeito à trama de cada livro quanto aquelas que dizem respeito aos livros que estão por vir. Quem acompanha a news desde o início deve se lembrar do que escrevi sobre como reler um livro pode te ensinar umas coisinhas.
 
Por que presenteamos os recém-nascidos, por Elaine Gaspareto. Para fazer você pensar no worldbuilding do seu universo, naqueles detalhes que muitas vezes aparecem de forma subentendida na narrativa, mas que vão fazer seu mundo parecer mais palpável. Para quem é blogueiro, esse post é um exemplo de publicidade bem feita: ele traz uma curiosidade interessante, e ainda é sincero.
 
Pra que narrar quando você pode usar diálogos, por Chimeriane. Eu não sei você, mas sou o tipo de escritora que adora diálogos, e sempre fico feliz quando elogiam os meus.
 
6 passos para começar o hábito da escrita, por Tales Gubes.
 
A macabra história real da caixa Dibbuk, no Mundo Estranho, para o caso de você estar precisando de inspiração.
 
O que você precisa saber antes de escrever sobre magia, no Tracinhas. Praticamente uma tradução das três leis de Sanderson, sobre as quais comentei no texto da newsletter anterior.
 
Clichê ou não clichê: eis a questão, por The Bookworm Scientist. Aproveito para recomendar também a tirinha Diferentona, da Fernanda Nia, que resume bem o que eu acredito ser uma história (ou pessoa) que pode ser taxada de "original".
 
Arquivos para escritores, no Detonerds. Uma seleção de blogs, podcasts, vídeos e livros sobre diversos assuntos dentro da criação literária. O post estará em constante atualização, assim, vale a pena guardar o link e visitar de tempos em tempos.
 
Mais inspiração, esta para quem é do time da ficção-científica: lente de contato capaz de gravar vídeos. E mais aqui: 10 tecnologias perigosas que não devem ser criadas.
 
E, já que março é o mês da mulher, por que não ser sobre essas 16 coisas que foram inventadas por mulheres e se inspirar para criar suas heroínas? Têm coisas muito legais nessa lista, como refrigeradores, máquinas de fazer sorvete e algoritmos de computador (e, para quem é masoquista, seringas).
 

NOVIDADES PARA BLOGUEIROS


Técnicas de SEO: como otimizar os posts do blog, por Elaine Gaspareto.
 
Topei esse mês com o blog Manual da Blogueira e gostei bastante do conteúdo. Recomendo esses dois posts: 10 sites úteis para blogueiras, e outros 10 sites úteis para blogueiras. Claro: tem muito mais posts legais lá!
 

CURIOSIDADES


6 sinais e símbolos muito famosos e suas origens, no Tudo Interessante. (Você conhecia a história do Bluetooth?)
 

DICAS PARA A VIDA


Otimizando o Facebook: 10 maneiras de ser um usuário saudável, por Laura Pires.
 
Lado monstro, por Aline Valek. É uma dica para a vida, mas você pode ir um pouco além e pensar nos seus personagens. Que monstros eles estão escondendo?

NOVIDADES NO SI&F


Em fevereiro escrevi sobre algumas coisas que aprendi no NaNoWriMo; você pode ler a parte 1 e a parte 2. Está para sair uma parte 3! Ah, e agora eu tenho Medium! A primeira parte da série já está lá. Minha ideia é reunir lá todos os meus textos sobre escrita (inéditos ou não). Então, se tem interesse, é só me seguir.
 
Também fechei parceria com a Editora Draco! $e tudo der certo, pretendo ler muito esse ano.
 
Leia as resenhas publicadas no mês:  
A partir de segunda-feira (06/03) vou fazer um especial sobre o mês das mulheres no blog, então fique atento/a!

LEITURAS DO MÊS


Em fevereiro li pouco. Apenas finalizei a quarta edição da Trasgo, O Desejo do Sol e dois contos: O Presente, de Karen Alvares, e Despertar de um sonho, de Melissa de Sá. Comecei, mas ainda não terminei: Trabalho Honesto, Medieval, A Sociedade da Rosa e a edição 5 da Trasgo.
 
Mas, em março, espero conseguir ler mais — mesmo porque vou participar da maratona #MulheresdaLiteratura, do blog Queria Estar Lendo. Você pode ver aqui as leituras que selecionei para o mês.

O QUE ANDEI ESCREVENDO


Em fevereiro procrastinei quase tanto quanto em janeiro, mas as coisas estão começando a engrenar. Publiquei o conto A ruína no deserto no Sweek, para o concurso do Leia Mulheres, e escrevi um conto sobre vampiros que enviei para a antologia da editora Empíreo.
 
Mas em março vou ter que me organizar, porque têm várias submissões para antologias de contos abertas — como essa e essa, ambas da Draco, e essa, do blog Mitografias. E também porque pretendo participar do Camp NaNoWriMo. Vou dar uma pausa em Divindade Artificial (tenho muita coisa para repensar sobre esse livro) e me dedicar a um projeto que vem demandando a minha atenção ultimamente: uma novela sobre viagem no tempo, cujo título provisório é Momento Angular. Se der certo, faço um ou outro post no SI&F contando como vai ser a minha preparação para mergulhar nesse projeto.
 
Também estou tentando — mais tentando que conseguindo — manter o meu e-book 365 dias de escrita atualizado. Para quem ainda não viu, é um exercício com propostas de temas diários, para ajudar a construir o hábito da escrita (e, para quem já o construiu, é uma diversão a mais). Estou levando como algo sem compromisso, então os textos são postados crus, só com a revisão gramatical. Ainda assim, gostei de escrever alguns textos.
 
Ah, e se você quiser aproveitar o mês da mulher para ler algo temático, mas não quer se comprometer com algo grande, sugiro que conheça os meus contos já publicados que têm protagonistas mulheres: Não-heroína, O que eu faria se tivesse uma máquina do tempo? e Tique-taque (gratuito!).

RECOMENDAÇÃO DE LIVRO

Limbo, de Thiago D’Evecque, conta a história de uma alma que desconhece o próprio nome e o próprio passado. Tudo o que o protagonista sabe é que tem uma missão: enviar doze almas heroicas à Terra para que estas possam, mais uma vez, salvá-la. Em paralelo à missão (e na companhia do deus abissal que habita sua espada, que apelidou de Cacá), o protagonista vai desvendando seu passado e o motivo de ter de cumprir sua missão.
 
É uma leitura que eu recomendo muito! Você pode ler a resenha do SI&F, e eu recomendo também a resenha do Dragões Encaixotados (que foi a responsável por me fazer lembrar desse ótimo livro), que saiu outro dia.
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